INCENTIVO E VALORIZAÇÃO A ESCRITA E LEITURA DOS ALUNOS EEEP MARIA AUDAY VASCONCELOS NERY
22 de setembro de 2015 - 12:09
Uma ação conjunta dos espaços de Aprendizagem LEI, LEC e Multimeios é a alimentação das redes sociais da escola, constantemente os regentes dos três espaços de aprendizagem dedicam um tempo para alimentar de maneira organizada e eficaz as redes sociais pertencentes a instituição. Dessa forma uma das páginas que vem sendo alimentada é a de “Produções Internas”, nela constam textos de diversos gêneros previamente corrigidos pelos professores, como maneira de incentivar e valorizar a escrita e a leitura dos alunos. Veja abaixo uma das Crônicas produzidas por uma das alunas do Curso Técnico de Secretaria Escolar, Maria Alice Freitas Fonteles.
Confira esse e outros textos disponíveis em <http://mariaauday.blogspot.com.br/p/blog-page_15.html>
Gênero Textual: Crônica
Curso Técnico em Secretaria Escolar
Aluna: Maria Alice Freitas Fonteles
A Cerimônia dos Adeuses
Sofro de dislexia noturna, da última vez que aconteceu peguei-me na sala de casa, tomando café e procurando uma direção as 2h35m da madrugada. Em que dia as flores padeceram? Em que espelho ficou perdida minh’alma? Sob o tabuleiro de xadrez cada peça segue uma direção, qualquer passo imunogênico poderá tornar-se precipício; ou ápice.
‘Dias sim, dias não’ meu pai sempre dizia (mas essa frase é do Cazuza). O fato é; não existem direções a serem tomadas, somos mais casa que gente. Abrimos nossas portas e janelas para visitas, alguns vem e ficam, vão e voltam, vão e nunca… Convivemos continuamente com a Cerimônia dos Adeuses. ‘A vida é uma longa despedida de tudo aquilo que amamos.’ Em cada esquina, recheada de almas vazias, eu vejo casas. Sob a íris de cada pupila eu vejo portas abertas negaceando companhia por uma noite ou uma vida. Portas fechadas também, com corações psicodélicos gritando ‘NUNCA, NUNCA, NUNCA!’.
Não há válvula de escape para ninguém quando o quesito é dizer adeus, para a rainha do xadrez, para quem deixou a porta aberta ou fechada. A ausência machuca contra o peito e a presença constante no mundo das ideias tortura. Mas passa. Tudo é válido, temporário e efêmero. O ruim, é que enquanto não se esvai como água suja no ralo da pia, parece que nunca vai passar. ‘NUNCA, NUNCA, NUNCA!’ gritavam os corações psicodélicos.