Escola Pe. Rodolfo realiza campanha de preservação do Estuário do Rio Mundau

31 de outubro de 2016 - 17:48

A Escola Padre Rodolfo (Trairi) realiza uma campanha, por meio de projetos e aulas de campo, de preservação do Estuário do Rio Mundaú e o Mangue do povoado de Alagadiço. Há muitos anos essas duas áreas vêm sendo fortemente degradadas pela ação do ser humano que explora de maneira inapropriada os recursos naturais desses ambientes. A extração mangue vermelho, usado na construção civil, e o descarte de resíduos domiciliar (lixo) nessas áreas têm deixado marcas profundas na fauna e flora, pois sabemos que ali há milhares de espécies que dependem do bom funcionamento de seu habitat.

Em virtude disso, a escola e professores se sensibilizaram para buscar solucionar essa triste situação que a bio-diversidade dos locais em foco passam.

O Clube de Ciências da escola, fundado para trabalhar práticas laboratoriais pelo professor Francisco Bonifacio e o ex-professor Sávio Cunha, começou as ações de recuperação do estuário. Hoje o projeto é encabeçado ainda pelo professor Francisco Bonifacio e pelo professor Mestre Celio Alves, que por meio de contatos e publicações científicas, conseguiu financiamento para o projeto pela The Ruffor Fundation, instituição da Austrália que hoje patrocina as ações.

Recentemente, a professora Ana Nunes Cunha, com o projeto Pense Verde, começou trabalhar ações que buscam minimizar o impacto que o homem vem causando no mangue de Alagadiço. As aulas tem o intuito de criar uma conscientização nos alunos para uma vivência saudável com o meio ambiente e educar os moradores locais e visitante para não jogarem lixo no espaço. Para isso, foram confeccionadas diversas placas de orientação e recolhido materiais sólidos jogados por frequentadores do local.

A grande problemática é que no povoado não há coleta seletiva de lixo, o que faz com que os moradores acabem jogando os materiais sólidos em espaços a céu aberto ou em ambientes que deveriam ter uma preservação permanente, como o mangue.

A escola sabe que essas ações só se efetivam se o coletivo pensar de uma mesma forma, por isso fugir dos seus muros pode promover práticas efetivas de educação e produção de conhecimento.